quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mentes brilhantes..........

O filme Uma Mente Brilhante narra a história verídica do matemático John Nash que se revela um grande matemático desde a sua chegada à universidade. Talento reconhecido pela instituição, pelos professores e, até mesmo, pelos seus colegas (apesar da competição e da inveja que reina entre alguns deles). Além de sua genialidade Nash também é notado pelo seu estranho comportamento social. Mostra-se um verdadeiro desastre com as garotas e, um tanto quanto arrogante perante os colegas.
Durante seus anos de estudo, Nash buscou de forma obstinada, uma fórmula que o levaria a celebridade, buscava fazer algo novo e não apenas ensaios sobre o que já existia. Acabou criando-a ao opor-se ao conceito clássico de Adam Smith a respeito da competição (entendida como forma de estímulo para o avanço rumo a um objetivo, a uma lucratividade). Ele elaborou um conceito em que o essencial seria a colaboração do grupo para que todos conseguissem chegar a algum lugar, a um certo objetivo, a um lucro final.
Nash teve sempre por perto um colega espirituoso, muito diferente de si, de nome Charles, que o estimulava constantemente, durante suas crises mais pesadas, nas quais parecia querer se esconder de tudo e de todos. O único que o compreendia nesses momentos era o bom e prestimoso Charles.
Ao terminar seu curso de matemática, reconhecido por suas teorias e pelo brilhantismo na área, John Nash foi convidado a trabalhar no MIT (Massachussets Institute of Technology), o mais conceituado de todos os centros de pesquisa na área de matemática e engenharia dos Estados Unidos, podendo levar com ele dois de seus colegas (poderíamos imaginar Charles como uma escolha óbvia, no entanto,...).
Além de suas pesquisas, foi convidado a dar algumas aulas, o que, para ele, foi um verdadeiro martírio já que as considerava perda de seu tempo e dos alunos também. Outra atividade, dessa vez instigante e interessante, também surgiu nessa mesma época. Foi aliciado para decifrar códigos para o governo, evitando que importantes mensagens soviéticas pudessem ser passadas através de inocentes matérias publicadas em jornais e revistas americanos para agentes russos infiltrados na América do Norte. Em suas mãos estava odestino da nação, ele poderia evitar a explosão de bombas nucleares nos Estados Unidos.
Nesse mesmo período, conheceu sua esposa, Alicia, uma linda jovem que se sente seduzida pelo professor inteligente e bem sucedido. Marcante e decisiva em sua vida, Alicia será seu anjo da guarda a partir de então. A partir desse momento de suas vidas, revelam-se os grandes dramas da esquizofrenia de Nash. Boa parte do que imaginava estar fazendo e algumas das pessoas mais importantes que viviam ao seu redor nem ao menos existiam.
Somente sua própria força e inteligência, aliadas a dedicação de sua esposa poderiam permitir que ele superasse as adversidades e viesse a ter uma vida normal, outra vez.
Seu reconhecimento foi concretizado em 1994, quando ganhou o Prêmio Nobel de Economia.
Uma mente Brilhante atravessa as décadas de 1950, 1960 e 1970, e nos mostra um pouco do clima aterrorizante que tomou conta dos Estados Unidos e do mundo por conta da Guerra Fria; Sentimos a necessidade que temos de contar com o apoio das outras pessoas, de sua solidariedade, mesmo quando nos achamos altivos e auto-suficientes; passamos a entender um pouco melhor o que significa estar do lado de lá de um autêntico e intransponível “Muro de Berlim” que é a esquizofrenia; entramos em contato com a teoria de Nash, que de certa forma o auxiliou na superação de suas crises (esforço bem sucedido graças ao trabalho conjunto do próprio Nash, de sua esposa e de alguns amigos).
UM PARECER: O filme constitui uma boa introdução ao problema filosófico da natureza do conhecimento, na medida em que nem tudo o que John Nash conhece e acredita que faz é real. Muitos acontecimentos e pessoas são criações da sua mente, não saber o que é real ou fantasia provoca estranheza e dor. O conflito com a sua própria mente leva-o a descobrir e a aceitar que algumas das pessoas queridas que o acompanhavam há longo tempo eram apenas produto das suas alucinações.
Ao abandonar a medicação, pois os neurolépticos reduziam, consideralvelmente, as suas capacidades intelectuais e físicas, John Nash recorreu à terapia cognitiva. Inicia, então, um processo de confrontação com as suas próprias fantasias para conseguir distinguir o delírio da realidade.
Exemplo disso é a cena em que percebe, que se a sobrinha de Charles nunca cresce, logo não poderá ser real.
O realizador faz com que o espectador, durante grande parte do filme, também não saiba, exactamente, o que é real e o que é fantasia do protagonista.
A partir do que foi referido podem surgir questões do tipo:
- O sujeito cognoscente conhece uma realidade objetiva, distinta e separada dele?

- Ou conhecerá apenas representações por ele construídas do real?

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