quinta-feira, 20 de maio de 2010

O IDIOTA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o tonto da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o tonto ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 reis outra menor de 2.000 reis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. - Eu sei, respondeu o tolo. 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda'. Podem-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba por estragar a sua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é fazer de idiota diante de um idiota que se faz de inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... É problema deles

Um comentário:

  1. Professora,eu conheço essa história .Voce nos contou na 5 ou 6 série não me lembro.Saudades.Caio

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