Quando acompanhamos os indicadores educacionais no Brasil temos a impressão de que estamos no caminho certo! Mas esses índices refletem apenas a abordagem quantitativa da formação dos estudantes. Os indicadores são importantes parâmetros para direcionar e viabilizar projetos na área educacional, porém a avaliação da educação não pode estar restrita a indicadores de rendimento impostos pelo governo
Diferentes vertentes devem ser consideradas. Educar significa ir alem de ‘’passar’’ de ano. A aprovação automática deveria ser categoricamente questionada pela sociedade junto
às instituições de ensino ao governo. É inconcebível que os pais continuem a aceitar que seus filhos despreparados e, muitas vezes, apáticos diante da exigência de conteúdo mínimo, possam ir continuamente sendo aprovados simplesmente para que o Brasil apresente boas estatísticas baseadas nos indicadores.
Temos vivenciado fatos divulgados pela mídia que exteriorizam nossa preocupação, como a agressividade da estudante do Paraná que jogou a carteira em seu professor e tantos outros. Os professores são unanimes em alertar sobre a falta de respeito em sala de aula, isso mostra o quanto nossos estudantes estão imaturos e como sua formação fica aquém do mínimo que deveria ser exigido pela nossa sociedade.
Somos responsáveis pelas crianças de hoje! Como pais devemos impor limites, estimular respeito e ética, promover o crescimento intelectual, espiritual e físico de nossos filhos. Como educadores temos que orientá-los no caminho da aquisição de conhecimento científico e mostrar que seu mundo pode ser ampliado. Como eleitores devemos investigar as propostas dos candidatos em relação ao ensino e acompanhar a dinâmica de ação dos eleitos
A sociedade tem que exigir novos rumos ao processo educacional. Não podemos continuar alienados a programas de TV que instigam a pobreza cultural em nosso país. É triste pensar que os piores programas televisivos, aqueles que denigrem a imagem da família e do cidadão de bem, são os que alcançam os maiores índices de audiência. Como queremos viver em um país melhor, se não conseguimos ser exemplos para nossos filhos, na simples atitude de desligar a televisão ou mudar de canal quando programas inapropriados estão sendo mostrados A família é o berço de um processo educacional bem-sucedido. A sala de aula é o caminho para a formação profissional e a sociedade é o refletor do cidadão! Se formação educacional, desde a educação infantil até o ensino superior, visar a abordagem qualitativa acima da quantitativa, certamente teremos excelentes profissionais e, principalmente, pessoas preparadas para viver em sociedade com respeito ao próximo.Alguns educadores tem alertado sobre as dificuldades encontradas no processo educacional como mostrado em matérias divulgadas recentemente pela folha de Londrina, e outros tem arduamente lutado na tentativa de imprimir melhora substancial dentro e fora da sala. Quando nos depararmos com alguns destes cidadãos devemos aplaudi-los apoiá-los e agradecê-los por sua disposição em pelejar por uma geração que precisa de nossa orientação. A criança, o adolescente e o jovem ficam expostos á própria sorte quando não recebem orientação e cuidado por parte daqueles que são diretamente responsáveis por seu desenvolvimento intelectual, político social, e espiritual. O exemplo ainda é a melhor estratégia de ensino! Seja um exemplo hoje, semeie o amor e o respeito ao próximo, incentive a leitura de livros e jornais, converse, sorria. Só iremos conquistar uma sociedade mais tolerante se ensinarmos nossas crianças ver o mundo com olhos de ternura.
CÉLIA FORNAZIERO é professora na Universidade
Estadual .
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